SÍNTESE DO MAPA DA INDÚSTRIA

 

 

I. COMPROMISSO COM O FUTURO

 

A indústria brasileira está definindo seu futuro. O Mapa Estratégico aponta o posicionamento da indústria no cenário competitivo global, as prioridades estratégicas e as bases necessárias ao desenvolvimento de uma indústria forte, dinâmica e com participação expressiva no comércio internacional.

A indústria não tem escolha. A única opção possível é ser uma indústria de classe mundial. A indústria brasileira compete em mercados globais e participa, de forma crescente, em cadeias de produção integradas. Isso impõe dois desafios: ela tem que estar preparada para responder aos desafios da globalização e às mudanças de organização da produção. O País tem que elaborar um programa coerente voltado para a criação de um ambiente econômico e institucional de classe mundial.

Esse Mapa é produto de uma visão compartilhada. Foi desenhado, com ampla participação empresarial, para ter permanência independente de mudanças de governos.Traduz o pensamento da indústria e busca o compromisso com a sociedade em torno de uma estratégia para o desenvolvimento do País. Servirá, também, para dar foco à própria atuação do Fórum Nacional da Indústria da CNI, orientando suas ações.

É um mecanismo de gestão de prioridades estratégicas. O Fórum utilizará periodicamente um Modelo de Gestão para acompanhamento de resultados, o que permite aos seus integrantes a avaliação do grau de implementação das prioridades.

Ação proativa. A indústria pretende atuar de forma proativa com a sociedade na mobilização dos recursos necessários, para implementar os Programas Estratégicos que afetarão o crescimento industrial brasileiro e, em última instância, garantir o desenvolvimento sustentável desta e das futuras gerações.

Uma Ferramenta para a Gestão Estratégica da Indústria Brasileira

O Mapa Estratégico da Indústria foi construído com base na metodologia do Balanced Scorecard, criado por Robert Kaplan, professor da Harvard University, e David Norton, consultor de empresas. O Balanced Scorecard, ou BSC, é um modelo de gestão que auxilia as organizações a traduzir a estratégia em objetivos, facilitando sua compreensão e implementação.

O uso do BSC como Modelo de Gestão da Estratégia traz, pelo menos, três grandes benefícios: a estratégia é descrita e comunicada de forma clara; viabiliza o foco na estratégia e na visão a longo prazo; cria um real sentido de organização, mobilizando para a ação.

Os principais componentes de um BSC são:

Finalmente, o BSC possibilita, por meio dos ciclos de aprendizado operacional e estratégico, a constante atualização da estratégia, provendo aos líderes informações que fundamentam a tomada de decisão.

 

 

II. A ESTRATÉGIA DA INDÚSTRIA BRASILEIRA PARA OS PRÓXIMOS DEZ ANOS

Para cada problema há uma solução, que é simples, direta e errada.
H. L. Mencken

O Mapa Estratégico da Indústria (2007-2015) representa a visão da indústria sobre a agenda de desenvolvimento do setor e do País para os próximos dez anos. Expressa um conjunto de objetivos, metas e programas que envolvem o desenvolvimento de instituições e a implementação de políticas fundamentais para liberar o potencial de crescimento da economia brasileira.

O Mapa não apresenta soluções mágicas para o crescimento. É um exercício de relações de causa e efeito. Identifica um conjunto de iniciativas e de reformas institucionais que exercem um efeito cumulativo entre si e que reforçam a necessidade de um trabalho persistente. É a soma dessas iniciativas que liberará o potencial de crescimento da indústria e do País.

O Mapa reforça e recomenda soluções de mercado. Parte da premissa que o Estado deve garantir instituições sólidas e de qualidade, tornando-se capaz de coordenar ações necessárias à criação de um ambiente econômico competitivo.

O desenvolvimento institucional do País é causa e efeito do processo de crescimento. Escapar do círculo vicioso gerado por reformas institucionais parciais e inconclusas é o desafio do País. Ao liberar o potencial de crescimento, essas reformas geram as condições para um círculo virtuoso de novas reformas, que são viabilizadas pelos resultados desse processo de transformação.

 

 O Mapa Estratégico é formado por um conjunto de elementos:

 

A diversidade e a complexidade da estrutura econômica brasileira não conduzem a soluções simples. A natureza dos seus avanços e problemas revela a necessidade de construção de estratégias diferenciadas.

Isso tem impacto na elaboração das reformas. De um lado, o Brasil precisa se preparar para a economia do conhecimento e investir nas fontes que favoreçam a capacidade de inovação das empresas. De outro, tem que enfrentar problemas básicos de infra-estrutura e de um sistema tributário ineficiente e obsoleto. São reformas de primeira e de última geração que têm que ser enfrentadas simultaneamente.

Respostas a uma estratégia industrial multifacetada. A agenda de modernização deve responder à complexidade dos caminhos da indústria. A estratégia do setor se forma a partir de uma base — a competitividade — e se alicerça na exploração das vantagens comparativas naturais e na aquisição de vantagens competitivas.

As fontes primárias da competitividade industrial são a produtividade e a eficiência. É uma tarefa que depende das empresas e da qualidade do ambiente em que operam. O acesso às tecnologias disponíveis (gestão, equipamentos, distribuição) é um fator decisivo para o aumento da produtividade das empresas. O sistema tributário, as regulações de trabalho e o custo do crédito têm um papel importante. Ante a baixa qualidade da regulação e do ambiente institucional, o Brasil pode ter ganhos expressivos apenas como resultado de avanços nessas áreas.

Na indústria brasileira estão presentes setores em que a principal fonte de competitividade são os preços dos fatores, reflexos das nossas vantagens comparativas naturais. Nessas indústrias, a qualidade da infra-estrutura é a variável crítica.

Para um grupo de empresas cada vez mais numeroso, o sucesso depende, essencialmente, do acesso à inovação. Nesse caso, as instituições de apoio à novidade e à educação avançada são os fatores diferenciadores.

A estratégia de competitividade da indústria brasileira é, portanto, complexa. A indústria nacional, independente da sua fonte básica de competitividade, requer investimentos crescentes em inovação. O caso da agroindústria é emblemático. O seu sucesso depende de sol, de terra, de água e de tecnologias.

Educação e conhecimento são pilares do Mapa. O aumento da competitividade e da capacidade de inovação dependem do equivalente a uma revolução no sistema de educação e da geração e difusão do conhecimento. A chave dessa transformação reside em medidas voltadas para a elevação da qualidade da educação básica e na criação de condições para o desenvolvimento de um sistema de educação continuada flexível e de qualidade.

É uma agenda com sobrecarga. Exige escolhas e opções que permitam maximizar o uso eficiente dos recursos disponíveis. Essa pressão por recursos emite um sinal: não há como prescindir de uma participação ativa do setor privado no maior número possível de atividades e de uma ação consistente para a consolidação de um Estado eficiente.

A plataforma básica de crescimento do Brasil tem rachaduras e falta de pilares. O Estado drena recursos do setor privado, as taxa de juros são anômalas, a infra-estrutura é inadequada, a tributação é excessiva e ineficiente, e o judiciário ineficaz.

Atuar sobre essa agenda é liberar energias para o crescimento. O seu impacto é horizontal e afeta positivamente todas as empresas, independente de porte e de localização.

Enfrentar a agenda de eficiência operacional é o mínimo exigido para participar do jogo da competição internacional. Mas é insuficiente para formar uma estratégia.

A parte mais importante de qualquer estratégia é o posicionamento almejado, nesse caso, a posição que a indústria deseja ocupar na economia global. É a partir dessa premissa que devem ser discutidos os processos capazes de dar sustentação à estratégia.

O posicionamento proposto pela indústria para o Brasil é o de ser reconhecido internacionalmente por oferecer produtos competitivos, com elevados padrões de qualidade, inovação e valor adicionado.

É fundamental para que o País acelere o crescimento da produção e aumente a participação no comércio global, condições essenciais para sustentar o desenvolvimento a longo prazo.

Em seus Processos e Atividades, o Mapa Estratégico da Indústria trata dos processos fundamentais e que apresentam relações de causa e efeito com os resultados esperados:

Os processos a serem desempenhados pela indústria terão sustentação, caso estejam disponíveis condições adequadas de infra-estrutura e de recursos humanos, ambientais e financeiros.

É primordial um ambiente institucional moderno, ágil e eficiente, bem como um ambiente regulatório estruturado e estável. Somam-se a essas condições a necessidade de um sistema de saúde de qualidade e um sistema educacional alinhado aos anseios da sociedade, que fomente o empreendedorismo e esteja preparado para atender os desafios da economia do conhecimento.

Por último, mas não menos importante, a indústria brasileira requer uma liderança empresarial coesa em torno de objetivos comuns, de uma visão estratégica consolidada e de um sistema de representação empresarial aperfeiçoado, de forma que o setor industrial participe ativamente da formulação de políticas públicas voltadas para o projeto de País para 2015.

 

Relações de Causa e Efeito

A lógica da estratégia está baseada em hipóteses que consideram que, no caso de um conjunto de objetivos estratégicos ser perseguido, o alvo será atingido.

 

 

O modelo de gestão do Balanced Scorecard traduz estas hipóteses em uma forma gráfica, por meio do Mapa Estratégico, explicitando-as em relações de causa e efeito.

Tendo claras as interações entre os objetivos estratégicos, os gestores podem confirmar as hipóteses, a fim de obter mais efetividade no processo de execução estratégica.

   

III. AS PRINCIPAIS METAS PARA O BRASIL 2007 - 2015

Já se afirmou que o mundo é governado pelos números. Conheço isto: os números nos dizem se ele está sendo bem ou mal governado.

Goethe

No Mapa Estratégico da Indústria todos os indicadores foram alvo do estabelecimento de metas que serão usadas na gestão da estratégia, fundamentando a análise da implementação ao longo do tempo. Neste documento foram destacadas as principais metas de curto, médio e longo prazo propostas para o País.

As metas estabelecem e comunicam o nível esperado de desempenho a todos os interessados na implementação da estratégia. É um mecanismo de mobilização, de comunicação e compartilhamento com todas as partes envolvidas.


Indicadores

Gráficos

2007

2010

2015

Crescimento do PIB

Evolução e Comparações
Internacionais

5,5% a.a
(taxa média até 2010)

7,0% a.a
(taxa média de 2010 a 2015)

Crescimento do PIB Industrial

Evolução e Comparações
Internacionais

7,0% a.a
(taxa média até 2010)

8,5% a.a
(taxa média de 2010 a 2015)

Índice de Produtividade da Indústria

Evolução e Comparações
Internacionais

Crescer 4% a.a

Crescer 6% a.a

Crescer 6% a.a

Taxa de Desemprego

Evolução e Comparações
Internacionais

9,0%

7,0%

6,0%

Total de Exportações de Bens e Serviços / PIB

Evolução e Comparações
Internacionais

22%

25%

30%

Crédito / PIB

Evolução e Comparações
Internacionais

Alcançar 40% (até 2010)

70%

Spread Bancário

Evolução e Comparações
Internacionais

Alcançar 20% (até 2010)

10%

Taxa Real de Juros

Evolução e Comparações
Internacionais

Alcançar 6% (até 2010)

4% (até 2015)

Carga Tributária

Evolução e Comparações
Internacionais

33%

30%

27%

Oferta de Energia

Evolução e Comparações
Internacionais

Crescimento médio de 7% a.a. Período até 2010

Crescimento médio de 8,5% a.a. de 2010 a 2015

Investimentos em Infra-estrutura dos Transportes/PIB

Evolução e Comparações
Internacionais

0,45%

0,5%

0,6%

Domicílios Atendidos por Rede Coletora de Esgoto

Evolução e Comparações
Internacionais

52%

60%

70%

Investimento Privado em Inovação/PIB

Evolução e Comparações
Internacionais

0,6%

0,8%

1,4%

Pisa

Evolução e Comparações
Internacionais

Alcançar a nota 486 (Espanha em 2001) até 2015

Domicílios com acesso à Internet

Evolução e Comparações
Internacionais

18%

25%

30%

Renda per capita (PPP)

Evolução e Comparações
Internacionais

Alcançar 12.000 PPP até 2015

GINI

Evolução e Comparações
Internacionais

0,54

0,52

0,50

IDH

Evolução e Comparações
Internacionais

0,80

0,83

0,86

 

IV. OS PROGRAMAS ESTRATÉGICOS

 

   

Os Programas Estratégicos são as ações que a indústria e o País deverão implementar para que as metas do Mapa Estratégico da Indústria sejam atingidas e os objetivos alcançados.

Este documento apresenta uma estratégia para o Brasil e não apenas para a indústria. Assim, os Programas são de duas naturezas de implementação:

O acompanhamento contínuo da implementação dos programas do Mapa Estratégico será realizado pela CNI, por meio dos seus Conselhos Temáticos e do Fórum Nacional da Indústria.

  

 

PROGRAMAS ESTRATÉGICOS

 

   Liderança Empresarial

 

    Objetivos relacionados: consolidar uma visão estratégica da indústria e aperfeiçoar o sistema de representação empresarial e participar ativamente na formulação de políticas públicas.

1. Mecanismos de Consulta do Governo ao Setor Privado
Desenvolver iniciativas voltadas para a ampliação e aperfeiçoamento dos mecanismos de consulta do governo ao setor privado.

2. Sistema de Gestão do Mapa Estratégico
Implementar o Sistema de Gestão do Mapa Estratégico, por meio de reuniões periódicas de avaliação, com base no acompanhamento de metas e de indicadores. É uma condição necessária para que a indústria aprimore sua capacidade de coordenar, acompanhar e desenvolver iniciativas voltadas para a utlização do Mapa.

3. Aperfeiçoamento do Sistema de Representação Empresarial
Desenvolver iniciativas, de modo a contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de representação empresarial em sua capacidade de prestar serviços para as empresas e no exercício de suas funções.

 

   Ambiente Institucional e Regulatório


    Objetivos Relacionados: promover a defesa da concorrência e da propriedade intelectual; promover a redução do tamanho do Estado e a desburocratização, garantindo a sua transparência e eficiência na utilização de recursos públicos; garantir a segurança jurídica e a eficiência do judiciário; fomentar o permanente aperfeiçoamento do sistema político; garantir a segurança pública; reduzir a carga, simplificando e aperfeiçoando o sistema tributário; adequar a legislação trabalhista às exigências da competitividade; garantir marcos regulatórios estáveis e sistemas regulatórios bem definidos; adequar à legislação e competências das instituições de regulação do meio ambiente.

4. Uso adequado de Medidas Provisórias
Apoiar iniciativas que contribuam para o uso moderado de medidas provisórias, com obediência restrita aos critérios de urgência e relevância.

5. Súmula Vinculante e Controle Externo do Judiciário
Apoiar iniciativas que assegurem a implementação adequada da Súmula vinculante e do Controle Externo do Judiciário.

6. Modernização do Arcabouço Jurídico Processual
Contribuir para o aperfeiçoamento da legislação processual, especialmente no que se refere à desburocratização de procedimentos e à revisão dos recursos judiciais.

7. Estímulo a Mecanismos de Mediação e Arbitragem
Incentivar a adoção de sistemas alternativos de conciliação de conflitos, dotados de maior celeridade e com menores custos para as partes envolvidas.

8. Redução do Roubo de Carga
Apoiar uma Política Nacional de Prevenção e Repressão ao Roubo de Cargas com as seguintes medidas: implementar mecanismos de capacitação e cooperação entre os órgãos federais, estaduais e do Distrito Federal em ações conjuntas de combate ao roubo de cargas; incentivar a formação e o aperfeiçoamento do pessoal civil e militar empregado na área de trânsito; empreender a modernização e a adequação tecnológica dos equipamentos e procedimentos utilizados nas atividades de prevenção, fiscalização e repressão ao roubo de cargas; promover campanhas de esclarecimentos e orientação aos transportadores e proprietários de veículos de carga.

9. Modernização e Integração do Sistema de Segurança
Acompanhar e monitorar as iniciativas de modernização do sistema de segurança, com ênfase na integração da atuação das polícias Civil e Militar; modificação das rotinas das ações policiais, com foco no trabalho de inteligência e investigação; criação de um banco de dados unificado e capacitação das unidades policiais com os recursos da tecnologia da informação para facilitar o atendimento à população, o mapeamento das ocorrências e o planejamento da atividade policial.

10. Combate à Concorrência Desleal - Pirataria e Sonegação
Apoiar iniciativas para coibir as práticas de pirataria, adulteração de marcas, contrabando e sonegação de impostos, por meio das seguintes medidas: a) informar e sensibilizar a opinião pública sobre as conseqüências da concorrência desleal; b) mobilizar e apoiar os poderes constituídos e as entidades privadas para combater a concorrência desleal; c) propor instrumentos legais adicionais para coibir a difusão de práticas de concorrência desleal. Esse programa será desenvolvido de forma complementar ao Programa Estímulo à Proteção da Propriedade Intelectual das Empresas.

11. Reestruturação do Sistema de Defesa da Concorrência
Influenciar o processo de reestruturação do Sistema de Defesa da Concorrência com as seguintes medidas principais: a) unificação dos órgãos de defesa da concorrência para evitar a sobreposição de funções; b) análise prévia dos processos de fusão e aquisição; c) redução dos prazos de análise dos processos; d) reforço da capacidade do sistema de concorrência em coibir abusos de conduta, não somente nas concentrações industriais, mas também nas do comércio e serviços.

12. Desburocratização do Estado
Elaborar sugestões voltadas para a implementação de ações que simplifiquem a relação do Estado com o cidadão e as empresas, reduzindo ou eliminando formalidades e exigências burocráticas excessivas.

13. Redução do Déficit Público
Atuação para a Redução do Déficit Público e para a definição de mecanismos de limitação aos gastos públicos.

14. Capacitação e Profissionalização do Servidor Público
Acompanhar e propor iniciativas de incentivo ao processo de profissionalização e desenvolvimento da meritocracia na administração pública, com o objetivo de consolidar um sistema de gestão do Estado estável, eficiente e profissional.

15. Transparência do Processo Orçamentário e sua Execução
Propor ações voltadas ao aperfeiçoamento do processo orçamentário, de modo a garantir sua plena execução e funcionamento como peça de eleição de prioridades. Assegurar acesso facilitado da sociedade a informações sobre a elaboração da proposta orçamentária e à execução dos programas orçamentários, bem como sobre a avaliação da eficácia, eficiência e efetividade dos programas.

16. Reforma Política
Desenvolver iniciativas que estimulem o debate sobre o aprimoramento das instituições políticas, com vistas à implantação da reforma dos sistemas partidário e eleitoral, que contemplem: financiamento de campanhas, fidelidade partidária e voto distrital.

17. Desoneração Total das Exportações e Investimentos
Atuar na construção, mobilização e convergência de propostas voltadas à desoneração tributária total das exportações e investimentos.

18. Ampla Reforma Tributária para Competitividade e Eficiência
Formular propostas e influenciar a aprovação de uma ampla reforma tributária, visando a simplificação e aumento da competitividade e eficiência dos produtos brasileiros.

19. Avaliação de impactos de Ações Regulatórias
Analisar a experiência internacional e elaborar propostas sobre sistemas de avaliação dos impactos de regulações na operação das empresas, com o objetivo de criar um sistema institucionalizado e independente de assessoramento ao Parlamento nas propostas legislativas.

20. Regulamentação Ambiental
Formular propostas destinadas ao aperfeiçoamento da regulamentação ambiental, de modo a reduzir a superposição de funções dos entes federativos e elevar a qualidade do processo de formulação de políticas ambientais

21. Reforma do Marco Regulatório de Saneamento Básico
Atuar e desenvolver propostas, com o objetivo de reformar o marco regulatório de saneamento Básico.

22. Autonomia das Agências Reguladoras
Trabalhar com o Executivo e o Congresso, de modo a garantir a autonomia das agências reguladoras, assegurando-lhes efetiva preservação da totalidade dos mandatos dos seus gestores, transparência, delimitação precisa de suas funções, autonomia financeira e excelência técnica.

23. Boas Práticas de Relações do Trabalho
Promover e difundir a auto-regulação do mercado de trabalho. As ações estarão focadas na capacitação dos negociadores, na ampliação de sua representatividade e na promoção de um modelo negocial descentralizado e flexível, que permita ajustes rápidos de custos e reduza perdas eventuais de produção e empregos.

24. Garantia da Segurança Jurídica para os Acordos Negociados
Propor ações voltadas para a redução da rigidez da CLT e diminuição do poder normativo da Justiça do Trabalho. O objetivo é garantir que, na relação entre empregadores e trabalhadores, prevaleça a vontade das partes, pois a negociação produz resultados melhores que os obtidos por força de dispositivos legais alheios às circunstâncias.

 

   Educação e Saúde

 

     Objetivos Relacionados: garantir a qualidade da educação básica; adequar a educação superior às necessidades da economia do conhecimento do sistema produtivo; fortalecer a educação profissional e tecnológica; promover a inclusão digital; promover a cultura empreendedora e difundir valores de livre iniciativa e ética empresarial; garantir o acesso a um sistema de saúde de qualidade.

25. Melhoria da Qualidade do Ensino Fundamental e Médio
Criar mecanismos de indução e apoio que promovam a elevação da qualidade do ensino fundamental e médio.

26. Reforma da Educação Superior
Desenvolver propostas e influenciar a reforma da Educação Superior.

27. Formação Profissional
Implementar o plano estratégico do SENAI e apoiar o desenvolvimento de iniciativas que aumentam a oferta e melhoram a qualidade de serviços de educação profissional.

28. Educação Continuada
Elaborar e apoiar iniciativas privadas e públicas destinadas à educação continuada, por meio do aperfeiçoamento de marcos regulatórios, definição de responsabilidades, aumento da integração entre ambientes de educação e do trabalho e oferta de serviços.

29. Inserção do Empreendedorismo no Conteúdo Curricular
Desenvolver ações para a inserção do empreendedorismo no conteúdo curricular da Educação Básica e Superior.

30. Programas de Difusão de Sistemas de Gestão de SST
Elaborar programas de difusão e certificação em segurança e saúde no trabalho de acordo com as normas OHSAS 18001 e BS 8800.

   Infra-estrutura

 

    Objetivos Relacionados: garantir a eficiência logística que sustente o crescimento da indústria brasileira; garantir disponibilidade de energia a preços competitivos; garantir a continuidade do desenvolvimento da infra-estrutura de telecomunicações; assegurar disponibilidade de infra-estrutura de saneamento básico.

31. Disponibilidade de Energia a Preços Competitivos
Esse programa será desenvolvido por meio das seguintes iniciativas: a) acompanhar o processo de implementação do novo modelo do setor elétrico e identificar os principais entraves à expansão do parque produtor e das redes de transporte e distribuição de energia; b) mapear a situação dos encargos incidentes sobre a tarifa de energia elétrica: legislação, vigência, montante e destinação da arrecadação e incidência por classe de consumo; c) elaborar diagnósticos sobre os principais problemas identificados e tomar medidas, para a solução desses problemas.

32. Definição de uma Matriz Energética Eficiente
Esse programa será desenvolvido por meio das seguintes iniciativas: a) Identificar os principais entraves à maior participação do gás natural e das fontes alternativas de energia na matriz energética; b) atuar para que os grandes e os médios consumidores de gás natural tenham a opção de contornar os esquemas tradicionais de distribuição e se conectar diretamente aos produtores e transportadores de gás; c) agir, de forma articulada com Associações Empresariais do setor, para a expansão do aproveitamento das fontes alternativas de energia.

33. Eficiência nas Empresas de Saneamento Público
Esse programa será desenvolvido por meio das seguintes ações: a) identificar os principais problemas de gestão das Empresas Públicas de Saneamento; b) elaborar diagnósticos sobre os principais problemas e propor soluções.

34. Acompanhamento do Desenvolvimento da Infra-Estrutura de Telecomunicações
Esse programa será desenvolvido por meio das seguintes ações: a) acompanhar o volume de investimentos setoriais e os indicadores adotados pela Anatel referentes à qualidade e ao crescimento do setor; b) atuar, em conjunto com as Associações Empresariais relacionadas ao setor de telecomunicações, para promover redução progressiva da carga tributária incidente sobre os serviços prestados.

35. Eliminação de Gargalos do Sistema de Transporte e Logística
Os objetivos são: a) identificar os entraves à maior eficiência do sistema nacional de transportes e logística (incluindo a infra-estrutura física e a prestação dos serviços de transporte de carga nos modais ferroviário, rodoviário e aquaviário); b) elaborar diagnósticos sobre os principais problemas identificados e propor soluções.

36. Modernização das Administrações Portuárias
Esse programa será desenvolvido por meio das seguintes ações: a) identificar os principais problemas da infra-estrutura portuária nacional e os obstáculos à maior eficiência das administrações portuárias; b) elaborar diagnósticos sobre os mesmos e propor soluções.

 

   Disponibilidade de Recursos

 

    Objetivos Relacionados: elaborar um novo padrão de financiamento para o setor produtivo a custos competitivos internacionalmente; fomentar o mercado de capitais; estimular a atração e retenção do capital humano; promover o uso racional dos recursos naturais

37. Plano Diretor do Mercado de Capitais
Atuar em sintonia com as entidades empresariais na implementação e aprimoramento das diretrizes do "Plano Diretor" do Mercado de Capitais.

38. Elevação do Crédito de Fontes Não Bancárias
Elaborar propostas para a criação, desenvolvimento e implementação de novos mecanismos não bancários de financiamento, visando a elevação do crédito e de financiamento nas fontes não bancárias.

39. Redução da Taxa Básica de Juros e do Spread Bancário
Criar propostas e atuar para a redução do spread bancário e das taxas de juros.

40. Retenção de Recursos Qualificados (ciência e tecnologia) nas Empresas e Instituições de Pesquisa
Criar mecanismos que incentivem a atração e retenção de recursos humanos qualificados em ciência e tecnologia nas empresas e em instituições de pesquisa. O programa tem como foco organizar as atividades que já são realizadas por entidades como CNPq e FAPs, identificar outras medidas complementares e articular as do IEL e do Senai.

41. Gestão Estratégica e Planejamento Ambiental (ZEE)
Desenvolver um amplo processo de mobilização empresarial para incentivar as ações de planejamento ambiental, com ênfase na aplicação da metodologia de Zoneamento Econômico Ecológico.

 

   Expansão da Base Industrial

 

    Objetivos Relacionados: fomentar o desenvolvimento da micro, pequena e média indústrias; estimular e fortalecer cadeias produtivas e APLs; promover a industrialização competitiva das regiões menos favorecidas.

42. Fomento de APLs com potencial competitivo
Promover a articulação das diversas iniciativas de apoio à APL, com o objetivo de elevar seus resultados e maximizar as oportunidades de ações convergentes.

43. Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas
Criar um marco legal adequado para o desenvolvimento das MPE, por meio da aprovação de uma Lei Geral, que estabeleça tratamento diferenciado em questões tributárias e trabalhistas, entre outros temas.

44. Financiamento para as MPEs
Sugerir a criação de mecanismos e instrumentos voltados à melhoria das condições de acesso e do custo do financiamento das MPEs.

45. Financiamento nas Regiões Menos Desenvolvidas
Criar novos mecanismos de financiamento, com custos, prazos de carência e amortização diferenciados, para os projetos de investimento nas regiões menos desenvolvidas, de modo a estimular a atração e formação de capital.

 

  Inserção Internacional

    

    Objetivos Relacionados: adotar cultura exportadora e aprimorar a capacitação das empresas para a exportação; melhorar a articulação governo-setor privado para maior eficiência nas negociações comerciais internacionais; desenvolver mecanismos de estímulo e apoio para a maior participação da micro, pequena e média empresas no comércio internacional; divulgar a imagem e marca dos produtos brasileiros no exterior.

46. Promoção Comercial e Desenvolvimento de Imagem e Marcas
O objetivo é estabelecer parcerias do setor privado com o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério do Desenvolvimento e a APEX, em ações voltadas para: a) prospecção de mercados externos de produtos; b) difundir a imagem e as marcas de produtos brasileiros; c) participação em eventos e organização de missões ao exterior; d) inteligência comercial com o objetivo de disponibilizar informações estratégicas na exata medida das necessidades das empresas exportadoras e consistentes com as demandas dos mercados-alvo. Essas parcerias se darão especialmente por meio da Rede CIN das Federações Estaduais de Indústria.

47. Mecanismos de Apoio à Exportação
Objetiva avaliar e formular propostas para aperfeiçoar os programas governamentais de apoio às exportações, com ênfase especial nos mecanismos de financiamento e crédito (eg. Proex, Finamex, Seguro de Crédito, ACC, ACE).

48. Estrutura Regulatória do Comércio Exterior
O objetivo é reduzir a burocracia que comprometem os processos de comércio exterior. O programa prevê a montagem de sistema informatizado que permitirá a coleta de sugestões e propostas de desburocratização a serem encaminhadas ao governo. Estão previstas parcerias com as entidades empresariais da indústria, além da participação dos Centros Internacionais de Negócios.

49. Formulação Estratégica para Grandes Negociações Comerciais Internacionais
Desenvolver o posicionamento estratégico da indústria sobre as negociações comerciais internacionais pela identificação de suas prioridades, tanto em termos de iniciativas regionais, quanto da agenda multilateral. Essa etapa é fundamental para aumentar a influência do setor empresarial na formulação das estratégias brasileiras para as negociações comerciais internacionais.

50. Consolidação e Aperfeiçoamento do Sistema Empresarial de Influência em Negociações Internacionais (Coalizão Empresarial Brasileira)
Reforçar a capacidade de operação e influência da CEB com a revisão do seu sistema de funcionamento, tanto em termos de definição da representação, quanto de atribuições de responsabilidades, buscando mais eficiência nas negociações internacionais.

51. Aperfeiçoamento do Modelo Institucional de Consultas Governo-Setor Privado em Negociações Internacionais
O programa tem por objetivo implementar os procedimentos sugeridos no documento "Aperfeiçoamento do processo de consultas entre governo e setor empresarial nas negociações comerciais internacionais", que visam o aperfeiçoamento do processo de consultas governo-setor privado.

52. Capacitação das Empresas para Exportação
Apoiar a preparação de empresas para sua participação no comércio internacional. Os programas em execução em diversos setores governamentais e entidades afins serão identificados e avaliados, objetivando seu aperfeiçoamento e a criação de novos programas. Os principais atores são o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Sebrae, entidades setoriais e os Centros Internacionais de Negócios das Federações de Indústria dos Estados. O fortalecimento da Rede CIN, utilizando a capilaridade do Sistema CNI, visará o desenvolvimento de projetos de identificação de empresas com potencial exportador, inclusive integrantes de APLs.

 

  Gestão Empresarial e Produtividade

    

Objetivo Relacionado: aumentar a produtividade e qualidade na indústria

53. Fomentar as Melhores Práticas de Gestão na Indústria
Desenvolver e apoiar iniciativas - empresariais e públicas - voltadas para a difusão das melhores práticas de gestão na indústria.

 

  Inovação

    

Objetivos Relacionados: estimular a atividade de inovação nas empresas; desenvolver infra-estrutura tecnológica; fomentar centros tecnológicos e mecanismos de acesso ao conhecimento.

54. Integração Empresas/Centros de Conhecimento
O objetivo é ampliar a interação entre empresas e instituições de pesquisa, de forma a propiciar maior cooperação na análise e desenvolvimento de produtos e processos. O programa parte de um conjunto de ações pré-existentes, tais como os Fundos Setoriais de C&T, as atividades promovidas pelas fundações estaduais de apoio à pesquisa, entre outras.

55. Extensão Tecnológica Industrial para MPE
O objetivo é articular e potencializar ações de transferência de tecnologia de centros de pesquisa e universidades para empresas de micro e pequeno porte. O programa tem como objetivo básico avaliar e disseminar as boas práticas de transferência de tecnologia, bem como estimular o aprimoramento das ações governamentais em curso. A articulação deste programa com a Rede de Tecnologia (RETEC) do Sistema CNI também irá permitir uma identificação mais precisa das demandas empresariais e uma maior organização da oferta de provedores de soluções.

56. Modernização dos Centros Tecnológicos e Focalização nos Clientes
O objetivo é intensificar os esforços de recuperação e ampliação da infra-estrutura de pesquisa e de prestação de serviços dos centros tecnológicos e conectá-los a um estreito relacionamento com as empresas. Isso implica simplificar e desburocratizar o acesso das empresas às informações e soluções tecnológicas produzidas nos institutos de pesquisa e universidades. A principal resultante é ampliar e facilitar os mecanismos de comunicação entre as empresas e os provedores de soluções.

57. Modernização / Expansão da Rede Prestadora de Serviços de TIB
O objetivo é assegurar a modernização e expansão da rede prestadora de serviços de TIB para a indústria. O programa irá articular diversas iniciativas governamentais e do setor privado, (eg. SENAI) de forma a ampliar os investimentos em TIB do País e promover maior adequação entre sua distribuição espacial e setorial e as demandas empresariais.

58. Estímulo à Proteção da Propriedade Intelectual das Empresas
O objetivo é garantir a eficácia do sistema de propriedade intelectual no País. Serão necessários esforços em diversas frentes: sensibilização empresarial e valorização da propriedade intelectual, agilização e eficiência das agências governamentais, combate à pirataria e acompanhamento das negociações internacionais e criação de mecanismos de incentivo financeiro à proteção da propriedade intelectual.

59. Desenvolvimento de Empresas Junior e Incubadoras
Apoiar iniciativas voltadas para o desenvolvimento de empresas Júnior e incubadoras.

60. Reformulação do Sistema de Apoio à Inovação (Tratamento fiscal e soluções de financiamento) Promover a reformulação do sistema de apoio à inovação tecnológica, em particular com a adoção de um novo marco legal de incentivos à inovação empresarial, consistente com as boas práticas internacionais.

 

  Responsabilidade Social e Ambiental

    Objetivos Relacionados: promover a gestão ambiental na indústria; desenvolver cultura de responsabilidade social na indústria.

61. Certificação Ambiental
Visa implementar mecanismos de estímulo às certificações ambientais, em especial à adoção de normas técnicas. O programa tem como base ações de sensibilização e capacitação empresarial para maior adoção de normas de gestão ambiental.

62. Produção mais Limpa (P+L)
O objetivo é disseminar o conceito de produção mais limpa na indústria. Serão realizadas ações de capacitação, sensibilização, mobilização e assistência técnica, a partir dos núcleos de P+ L das Federações das Indústrias em todo o País.

63. Programas de Responsabilidade Social
As iniciativas desses programas terão como objetivo disseminar entre as empresas conceitos, práticas, políticas e ferramentas de responsabilidade social, e capacitar os empresários para a adoção das ferramentas de gestão da responsabilidade social.

 

  Distribuição dos Programas Estratégicos e Impacto nos Objetivos

    Os diversos Programas Estratégicos que compõem o Mapa Estratégico da Indústria serão implementados ao longo do período de dez anos e serão corrigidos, aperfeiçoados, concluídos e até mesmo excluídos, à medida em que forem gerando resultados em relação às metas estabelecidas. Outros programas poderão ser incluídos como conseqüência da gestão permanente do Mapa. Nesse processo de gestão, as prioridades de implementação deverão ser identificadas.

A Matriz de Impacto de Programas Estratégicos X Objetivos possibilita avaliar, de uma forma sistêmica, o grau de influência de cada programa na estratégia da indústria. Essa ferramenta é importante para avaliar a sustentabilidade da sua implementação, pois permite verificar se os objetivos estão sendo cobertos por programas estratégicos que, em última análise, são as medidas que transformam a estratégia em ação.

Os programas, por conter iniciativas que visam buscar grandes saltos no alcance das metas desafiadoras propostas no Mapa Estratégico da Indústria, atingem mais de um objetivo estratégico. Na Matriz foram salientados os impactos de primeira ordem (ou diretos, em azul) e de segunda ordem (ou indiretos, em amarelo).

 

 

 

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